Negros, Pardos e o Sistema Prisional Brasileiro
Uma Abordagem sobre Racismo Estrutural e Desigualdade
Palavras-chave:
sistema prisional; racismo estrutural; desigualdade racial; população negra; exclusão histórica.Resumo
Este trabalho analisa os fatores históricos e sociais que explicam a sobre representação de pessoas autodeclaradas negras e
pardas no sistema prisional brasileiro. A partir de uma abordagem crítica e interdisciplinar, o estudo destaca como o legado da escravidão, a marginalização social e o racismo estrutural moldaram as dinâmicas sociais que afetam ainda hoje a população negra. Ao longo da história do Brasil, a exclusão sistemática de negros e pardos dos espaços de poder, da educação formal e das oportunidades econômicas contribuiu para a manutenção de desigualdades raciais profundas. Mesmo após a abolição da escravidão, em 1888, a ausência de políticas de inclusão consolidou um cenário de vulnerabilidade social que atinge majoritariamente essa parcela da população. A pesquisa evidencia que o sistema prisional reflete essas estruturas históricas, funcionando como um instrumento de continuidade das desigualdades raciais. Dessa forma, o encarceramento em massa de negros e pardos é compreendido não como um fenômeno isolado, mas como parte de um processo histórico de exclusão e discriminação. O trabalho propõe uma reflexão crítica sobre o racismo enraizado na sociedade brasileira e seus desdobramentos na realidade carcerária.
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Copyright (c) 2026 Camilla Silveira Barbosa Nobre, Marina Sant'ana Nunes, Valdir Pucci (Autor)

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